terça-feira, 25 de novembro de 2008

Primavera dos Livros 2008

A Primavera dos Livros chega à 13ª edição no mesmo local do ano passado, nos Jardins do Museu da República no Catete, nos dias 27, 28, 29 e 30 de novembro a partir das 10h. Na quinta-feira, dia 27, o público poderá conhecer as novidades editoriais somente a partir das 19h, logo após a cerimônia de abertura.

A Primavera dos Livros, que já entrou para o calendário cultural carioca e paulista, hoje é o principal evento do eixo Rio-São Paulo para divulgar catálogos de editoras independentes de todo o Brasil.

O evento gratuito deste ano terá 86 estandes, a Bossa Nova como tema e o escritor Ruy Castro como patrono. Ele fará palestra sobre o tema, quando abrirá oportunidades para fortalecer o acesso ao livro, o estímulo à produção literária e o hábito da leitura nos jovens.

"Nosso grande diferencial, além de oferecer mais de 3.000 títulos a preços acessíveis e com descontos que chegam até a 50%, é dar a oportunidade dos visitantes estarem frente a frente com os editores", define Glaucio Pereira, vice-presidente da Liga Brasileira de Editoras (LIBRE), entidade que reúne 100 editoras independentes.

Entre as atrações, estão programadas mesas de debates para o público juvenil e atividades para o público infantil. Teremos também o teólogo Leonardo Boff, que relançará sua obra infanto-juvenil "Sol da Esperança - Natal, Histórias, Poesias e Símbolo" pela editora Mar de Idéias, além de ministrar uma palestra sobre o Natal.

O projeto 2008 da feira prevê, entre várias atrações, a barraca da Gift Shop, que transforma citações e pequenos trechos de livros em produtos como camisetas, vestidos, xales, jóias, artigos para casa, que serão vendidos para o público.

Na sexta-feira, dia 28 de novembro, todos os professores ou bibliotecários que apresentarem comprovante, ganharão descontos de 50%.

PRIMAVERA DOS LIVROS 2008
Local: Museu da República - Rua do Catete,
Data: De quinta a domingo (27 a 30/11)
Horário: quinta-feira (27/11) a partir das 19h
De sexta a domingo - Das 10h às 22h.

A entrada é franca e todos os livros, inclusive lançamentos, terão descontos de 20% a 40% - uma ótima oportunidade para escolher presentes de Natal.

Curso tecnológico é bem aceito no mercado.

Para ver o vídeo da reportagem acesse: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/1,,MUL872880-15607,00.html

Abaixo texto da reportagem:

Muita gente pensa que o curso tecnológico é um curso de nível técnico. Não é. Por lei, o curso tecnológico tem nível superior – embora sua duração seja de dois a três anos. Seu objetivo é o de formar especialistas em determinadas áreas. Especialistas como Amanda de Oliveira. Ela não é médica, nem enfermeira. Mas cuida de vidas. Formada pela Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec), no interior de São Paulo, a jovem de apenas 23 anos é responsável pela manutenção das máquinas de hemodiálise de um hospital da cidade. “Aos 21 anos, eu estava formada e empregada”, conta a tecnóloga em saúde Amanda de Oliveira.
Os cursos tecnológicos estão atraindo mais interessados a cada ano. “Mais de 10% dos alunos matriculados em cursos superiores no Brasil já estão fazendo cursos tecnológicos. É uma explosão, realmente. Hoje, estamos passando por um apagão de mão-de-obra. Temos uma falta de profissionais especializados para os próximos anos. O curso tecnológico forma o profissional mais rapidamente para o mercado de trabalho“, diz o especialista em cursos de Tecnologia, Fabiano Caxito. “Eu queria que o emprego me procurasse, não eu correr atrás de um emprego. E foi o que aconteceu”, conta o tecnólogo em mecânica Leonardo de Carvalho. Essa é a parte clara da questão. Agora, vamos à zona cinzenta. Muitos tecnólogos reclamam que as empresas, ao selecionar os candidatos, não estão dando ao tecnólogo o mesmo valor que dão ao bacharel. O professor Fabiano Caxito fez uma pesquisa em 350 empresas de São Paulo para investigar a aceitação do tecnólogo no mercado de trabalho: “Existe ainda um grande desconhecimento por parte do profissional de recursos humanos sobre o que é o curso tecnológico”, aponta. Na disputa conta um candidato que estudou em uma faculdade convencional, às vezes o tecnólogo sai perdendo. “Se os dois candidatos não tiverem nenhuma experiência profissional anterior, ainda há uma escolha pelo bacharel”, diz o professor Fabiano Caxito. O curso de tecnólogo não é recomendável para quem está há muito tempo em uma área e deseja partir para outra área, completamente diferente. Por exemplo: alguém trabalhou sete anos na área financeira e quer fazer um curso de gestão de marketing. Em uma situação assim, o diploma pesará pouco, porque a empresa sempre dará preferência a candidatos com experiência anterior em marketing. O curso de tecnólogo também não é recomendável para jovens que estejam em dúvida quanto à carreira que desejam seguir. Nesse caso, o curso iria reduzir o leque de opções futuras de emprego. Seria melhor o jovem optar por um curso mais generalista, como economia ou administração. Mas o curso tecnológico é altamente recomendável para quem já desempenha uma determinada função e deseja saber mais sobre ela. Aí sim o diploma vai se somar à experiência prática e melhorar muito o currículo. É o caso de Maurício Alves e Eduardo Duarte. Os dois já eram técnicos em mecânica, estavam empregados e resolveram se especializar na Fatec. Hoje, ocupam cargos importantes em uma indústria de autopeças de Sorocaba. “Sou responsável por uma linha de usinagem dentro da empresa”, conta Maurício Alves. “Durante o curso, tive a oportunidade de viajar duas vezes para Europa e Canadá. A grande maioria dos meus colegas está empregada. Quem não está em empresa privada, hoje trabalha por conta própria e está muito bem”, comenta Eduardo Duarte. Finalmente, existem cursos tecnológicos bons e outros não tão bons. Por isso, primeiro, o interessado deve verificar se o curso é reconhecido, no site do Ministério da Educação. Depois, deve avaliar se a instituição de ensino tem renome no mercado de trabalho. Isso também pesa bastante.
“Acho que a aceitação do curso tecnológico vai aumentar muito”, aposta Fabiano Caxito. “Foi a melhor decisão possível. Eu estava no lugar certo, na hora certa, com o curso certo nas mãos”, avalia a tecnóloga em saúde Amanda de Oliveira. Em resumo, a diferença entre um curso superior de cinco anos e um curso tecnológico é o tamanho do alvo. No mercado de trabalho, quem faz um curso mais longo poderá mirar em vários setores do alvo. Quem faz o curso tecnológico terá que acertar na mosca.

Para ler a pesquisa completa do professor Fabiano Caxito, clique aqui.

Fonte: Fantástico do dia 23/11/08.

Obra completa de Machado de Assis é lançada em formato digital.

Em homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis, o Ministério da Educação lança a obra completa do autor em formato digital. São 246 arquivos, que incluem livros como Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Esaú e Jacó. A versão digital das obras é resultado de uma parceria entre o Portal Domínio Público, do MEC, e o Núcleo de Pesquisa e Informática, Literatura e Lingüística (Nupill), da Universidade Federal de Santa Catarina.


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Meia Amazônia Não!

Recebi um e-mail de um amigo me convidando para participar da campanha do Greenpeace “Meia Amazônia Não!” e quero também divulgar e convidar a todos para que participem.
Abaixo, coloquei a cópia do e-mail que recebi.


"A Amazônia e outras florestas brasileiras estão ameaçadas por um projeto de lei que, se aprovado, autorizará a derrubada de até 50% da vegetação nativa. Mandamos abaixo algumas informações sobre o que está acontecendo e contamos com você na divulgação da campanha Meia Amazônia Não.

Existe um projeto de lei em aprovação que é um sinal verde para que as motosserras e correntões acelerem o desmatamento da Amazônia. Se você acha que esse é um problema distante, saiba que a floresta é responsável por grande parte das chuvas do Sul e do Sudeste que abastecem a agricultura do país, a geração de energia e nossas represas. Além disso, a Amazônia é fundamental para combater as mudanças climáticas. Parece exagero, mas a situação é grave. Falta de informação e oportunismo resultaram nesse projeto de lei absurdo.
Como tudo começou
Passou no Senado e tramita agora na Câmara dos Deputados um projeto de lei que, se aprovado, será um golpe mortal para as florestas brasileiras e, em especial, a floresta amazônica. Originalmente de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), e modificado pela comissão de agricultura do congresso, o PL 6424/2005, autoriza a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia. De quebra, legaliza praticamente todos os desmatamentos que, nos últimos 40 anos, derrubaram cerca de 700 mil quilômetros quadrados da área original de floresta - o equivalente a quase três estados de São Paulo.
Quem apóia o projeto e o que pode acontecer
Os ruralistas defendem sua proposta alegando que o projeto incentivará a adesão dos fazendeiros à legislação ambiental e garantirá a sobrevivência de metade da biodiversidade amazônica. A primeira promessa, levando-se em conta o passado da atividade rural no Brasil, é uma dúvida. A segunda é ilusão. Na Amazônia, 50% é igual a zero.
Com base nas taxas anuais de destruição de floresta, estima-se que, em duas décadas, 31% dela estarão derrubados, outros 24% degradados e a Amazônia prevista para virar uma savana até o final desse século. O projeto de lei é um sinal verde para as motosserras acelerarem esse processo. Junto com a Amazônia, desaparece também a riquíssima biodiversidade da floresta (ainda não totalmente conhecida pela ciência) e as culturas locais, além de impacto em vários povos indígenas e populações tradicionais.
Por que defender a Amazônia?
A floresta amazônica é um recurso natural estratégico para o combate ao aquecimento global. Destruir a Amazônica pode reduzir a produtividade agrícola brasileira, provocando um grande impacto econômico e social no país. A chuva que é produzida na Amazônia é importante não apenas para a região. Ela ajuda na geração de energia, na produção de alimentos e no abastecimento de água no centro, sul e sudeste brasileiro.
Você pode ajudar
Ao invés de aumentar a proteção do meio ambiente e estabelecer metas para a redução do desmatamento, o Congresso Nacional estará dando as costas para a Amazônia e abrindo as portas para mais destruição, agravando uma situação que já coloca o Brasil na incômoda posição de quarto maior poluidor do clima do planeta. Exija um ponto final no desmatamento em todas as florestas tropicais brasileiras, em especial a Amazônia. Acesse o site e diga aos deputados e senadores que 50% é igual a zero e você quer uma Amazônia por inteiro. Divulgue no seu blog, comunidade e em todos os canais que possam fazer com que esse movimento ganhe cobertura nacional.
A Amazônia é a uma das principais riquezas do planeta e você pode ajudar a protegê-la!
Se precisar de mais informações, entre em contato respondendo a esse e-mail.
Se tiver novas idéias de divulgação no seu blog ou na sua comunidade do orkut, fale conosco que ajudaremos no que for preciso.
Contamos com a sua participação!"
video
Fonte: Greenpeace - Meia Amazônia Não!

Micróbio misterioso muda teoria sobre ciclos de nitrogênio e carbono

Matéria elaborada pela Redação do Site Inovação Tecnológica (Acesso em 18/11/2008).

Ao lado, vemos imagem com aglomerados de cianobactérias coletadas no Oceano Pacífico. [Imagem: Rachel Foster, UCSC]

Aglomerados de cianobactérias coletadas no Oceano Pacífico.
Um microorganismo incomum e misterioso, descoberto no mar aberto, poderá forçar os cientistas a repensarem o atual entendimento sobre o ciclo do carbono e do nitrogênio nos ecossistemas marinhos.
Os cientistas ainda não conseguiram fazer com que esse micróbio misterioso se reproduzisse em laboratório, mas foi possível caracterizá-lo analisando seu material genético.
Microorganismo atípico
Segundo Jonathan Zehr, um dos autores da pesquisa, o microorganismo parece ser um "membro atípico" da família das cianobactérias, um grupo de bactérias capazes de fazer fotossíntese e que antigamente eram conhecidas como algas azuis-verdes.
Ao contrário das outras cianobactérias de vida livre, esta recém-descoberta não possui os genes necessários para fazer a fotossíntese, o processo pelo qual as plantas usam a energia da luz do Sol para fabricar açúcares a partir do dióxido de carbono e da água.
Fixação de nitrogênio
O micróbio misterioso, contudo, é capaz de desempenhar outro papel muito importante: ele fornece um fertilizante natural para os oceanos fixando o nitrogênio da atmosfera em uma forma utilizável por outros organismos.
Embora 80% da atmosfera da Terra seja nitrogênio, a maioria dos organismos não consegue utilizá-lo a menos que ele seja "fixado" a outros elementos para formar moléculas como amônia ou nitratos.
Como o nitrogênio é essencial a todas as formas de vida, sua fixação é um fator essencial no controle de toda a produtividade biológica também nos oceanos, onde o micróbio misterioso não apenas está presente, mas como é um dos mais abundantes fixadores de nitrogênio em muitas partes dos vários oceanos da Terra.
Aplicações em biotecnologia
O que mais está intrigando os pesquisadores é a "falta" de material genético comum às outras cianobactérias. "Nós estamos tentando entender como algo como isso pode viver e crescer com tantas partes ausentes," diz Zehr.
"Há múltiplas implicações. Ele deve ter um estilo de vida que é muito diferente das outras cianobactérias. Ecologicamente, é importante entender seu papel no ecossistema e como ele afeta o equilíbrio do carbono e do nitrogênio no oceano," diz Zehr.
Outro interesse dos cientistas na cultura em laboratório do novo microorganismo é descobrir se ele pode ter suas características utilizadas em aplicações biotecnológicas e industriais. A sintetização da amônia, fixando o nitrogênio atmosférico, é um dos mais importantes processos industriais da atualidade (veja 100 anos de síntese da amônia, a descoberta que mudou o mundo).

Bibliografia: Globally Distributed Uncultivated Oceanic N2-Fixing Cyanobacteria Lack Oxygenic Photosystem II.
Jonathan P. Zehr, Shellie R. Bench, Brandon J. Carter, Ian Hewson, Faheem Niazi, Tuo Shi, H. James Tripp, Jason P. Affourtit.
Science. 14 November 2008. Vol.: 322. no. 5904, pp. 1110 - 1112. DOI: 10.1126/science.1165340

Fonte: Inovação Tecnológica

Doe Seu Lixo Por Música será o primeiro show do mundo a ter ingressos trocados por lixo reciclável

O show Doe seu lixo por música acontecerá no dia 21 de novembro, às 20h, na Praça da Apoteose, e terá a participação de grandes nomes da música brasileira, como Fernanda Abreu, Dona Ivone Lara, Moraes Moreira, Serjão Loroza ,Toni Garrido, Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Timbalada, Charlie Brown Jr. , Arlindo Cruz , Dudu Nobre, Bangalafumenga , Buchecha, Samba na Moral, DJ Marlboro, MC Marcinho e MC Sapão. Além das atrações musicais, o show contará com apresentadores ilustres, como Isabel Fillardis, Sergio Loroza, Gloria Maria, Guilherme Berenguer e Sophie Charlotte. O Projeto, ousado e pioneiro, colocará o Brasil na lista do Ranking Brasil e, posteriormente, no Guiness Book, como a cidade que realizou o primeiro e único evento de música, cujo ingresso foi através da doação de lixo reciclável. Esta será uma celebração em prol do meio ambiente e da saúde pública através da conscientização de que o lixo tem valor. “O objetivo será mobilizar o maior número de pessoas, em um evento anual de grande repercussão que beneficiará a todos, para acelerar o processo de conscientização e mobilização da sociedade nos diversos níveis para a questão social e ambiental. Pretendendo tornar a coleta seletiva um hábito para os cariocas, evitando problemas como enchentes, poluição e proliferação de doenças devido ao lixo espalhado pela cidade.” , diz Isabel Fillardis, presidente de honra da ONG seu lixo, idealizadora do projeto. A ONG espera que o show seja um primeiro passo para fazer com que cada cidadão tome consciência de sua responsabilidade em relação ao meio ambiente e mude de atitude. A previsão é que o show consiga arrecadar no mínimo 220 toneladas de lixo reciclável, contribuindo para a diminuição do impacto ambiental e da exclusão social.
Atrações: O show contará com toda a energia de grandes nomes da música brasileira que também se sensibilizaram com a causa.
Apresentadores: Isabel Fillardis, Sérgio Loroza, Glória Maria, Guilherme Berenguer e Sophie Charlotte.

SHOW ORGÂNICO: Bangalafumenga; Buchecha; Fernanda Abreu; Moraes Moreira; Sérgio Loroza; Toni Garrido.
SHOW METAL: Charlie Brown Jr.
SHOW PAPEL: Arlindo Cruz; Dona Ivone Lara; Dudu Nobre; Samba na Moral.
SHOW PLÁSTICO: DJ Marlboro; MC Marcinho; MC Sapão.
SHOW VIDRO: Margareth Menezes; Carlinhos Brown; Timbalada.

Ingresso: 1 saco de 15l ou 30l com lixo reciclável (papel, plástico ou metal).

Troca de ingressos: Para trocar o lixo reciclável por ingressos, basta fazer o cadastro no site da ONG doe seu lixo e preencher todas as informações solicitadas. A confirmação de cadastro será enviada por e-mail e deve ser impressa, pois será solicitada na retirada do bilhete. O material reciclável deverá ser colocado em um saco de lixo comum de 15l a 30 litros, ou em duas sacolas plásticas de supermercado. O ingresso individual será entregue mediante o material coletado, a confirmação de cadastro e documento de identidade com foto. A troca do material reciclável pelo ingresso será feita no dia 21/11, na Praça da Apoteose, a partir da abertura dos portões, às 16h. O material coletado poderá ser trocado nos 40 guichês que funcionarão na entrada do evento.

Show: Doe seu lixo por música.
Data: 21 de novembro (sexta-feira).
Local: Praça da Apoteose (Sambódromo, RJ).
Horário de início: 20 h
Abertura dos portões: 16 h
Duração do show: 6 h
Término do evento: 2 h da manhã
Número de guichês: 40 atendentes
Censura: 18 anos
Informações: 3471-4983 / 3471-5496 / 347

Fonte: http://www.doeseulixopormusica.org.br/

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Reciclagem de lâmpadas fluorescentes

Recentemente estava em um fórum (on-line) e surgiu o assunto reciclagem de lâmpadas e isso me fez lembrar um vídeo muito interessante que vi no programa Cidades e Soluções em maio. Ele tem informações importantes para quem estiver interessado em conhecer um pouco mais sobre o tema. Por isso postei aqui no blog.


Vídeo: Reciclagem de lâmpadas fluorescentes - Duração: 22 minutos – Programa: Cidades e Soluções – Exibido no dia 18/05/08.
Descrição: Mostra a multiplicação das lâmpadas fluorescentes no Brasil, que economizam energia e duram mais tempo. Saiba mais sobre o risco de contaminação por mercúrio e como é possível reciclar.

No Rio de Janeiro soube que a empresa abaixo faz coleta e reciclagem deste material. Se alguém conhecer outra, poderia postar nos comentário. Obrigada.

ELRECRecicladora de lâmpadas / Envirochemie Tratamentos Especializados Ltda.
http://www.envirochemie.com/Empresa.11.0.html?&L=6
Estrada da Curicica, 1280 - Tel./Fax: (21) 2441-4393.
E-mail: marcio@enviro-chemie.com.br

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Último vídeo da trilogia Pense de Novo convida a pensar sobre novos hábitos

A série de três animações chama a atenção para as mudanças climáticas, seus principais efeitos, causas e soluções.Soluções para conter o aquecimento global na área de energia e novas tecnologias é o tema do último vídeo da trilogia Pense de Novo do WWF-Brasil. No mundo, o setor de energia é responsável por 37% de todas as emissões de gás carbônico, o que representa 23 bilhões de toneladas de CO2 lançadas por ano na atmosfera, ou seja, mais de 700 toneladas por segundo. Esse percentual coloca o setor de energia em primeiro lugar como emissor de gases de efeito estufa.Por enquanto, a matriz energética brasileira é considerada uma das mais limpas do planeta. Atualmente, 75% da energia elétrica gerada no país vêm de hidrelétricas. Entretanto, as termelétricas movidas a gás e petróleo têm ganhado espaço nos recentes leilões nacionais de energia. Se o Brasil optar por seguir o modelo energético das nações industrializadas, considerado mais poluente, o país contribuirá para agravar para os problemas relacionados às mudanças climáticas na Terra.

Veja o 3º vídeo - Pense de Novo - Energia :

Os riscos do desmatamento:

O aquecimento global não é um fenômeno natural, mas um problema criado pelos homens. Qualquer pequena tora de madeira, cada gota de óleo e gás que os seres humanos queimam são jogados na atmosfera e contribuem para as mudanças climáticas. É assim que acontece cerca de 75% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, levando o país a ser o 4o. maior emissor do planeta. Preocupado com o tema, o WWF-Brasil preparou a trilogia Pense de Novo, uma série de três animações que busca chamar a atenção das pessoas para as mudanças climáticas, seus principais efeitos, causas e soluções.O segundo vídeo da série aborda o maior problema brasileiro para as mudanças climáticas: o desmatamento. Ao serem cortadas e queimadas, as árvores liberam para a atmosfera o dióxido de carbono que havia nelas.

Veja o 2º vídeo - Pense de Novo - Desmatamento :

O primeiro vídeo da trilogia Pense de Novo, batizado como “MUNDO”, mostra que as ações do homem estão causando o aquecimento do planeta por causa da emissão excessiva de gases de efeito estufa que formam uma espécie de cobertor de fumaça em volta do globo terrestre e impede o calor de sair da atmosfera.

Veja o 1º vídeo - Pense de Novo - Mundo :

Fonte: WWF-Brasil

Lista das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção: divergências entre a Lista Oficial e a Lista dos botânicos

Por Márcia Neves, em 9/11/2008.

Em 2005, a Biodiversitas, por meio de um convênio com o Ibama, foi responsável pela revisão da lista das espécies das plantas ameaçadas de extinção no Brasil. Em um esforço inédito, 5212 taxa foram avaliados, resultando na indicação de 1495 espécies ameaçadas de extinção. O estudo, conduzido pela Biodiversitas, contou com a participação de 300 especialistas em botânica e a presença de representantes do IBAMA e MMA em todas as etapas de desenvolvimento do processo. Os critérios utilizados na avaliação seguiram a IUCN (2001), Vs. 3.1. Esta lista foi encaminhada a estes órgãos, que a avaliaram e concluíram que 472 espécies deveriam ser consideradas prioritárias para as políticas públicas do País. No entanto, a Biodiversitas, cuja postura é reforçada pelos colaboradores da revisão desta lista, esclarece que:
- a lista das plantas ameaçadas publicadas como ameaçadas de extinção – anexo I da IN 06 de 23 de Setembro de 2008, que soma 472 espécies, não reflete a totalidade da avaliação realizada pelo estudo encomendado à Fundação Biodiversitas com a participação dos especialistas em botânica brasileiros;
- a lista das espécies incluídas no Anexo II da IN 06 de 23 de Setembro de2008, como Deficientes em Dados (n= 1079) representa espécies consideradas ameaçadas de extinção (n=1054), deficientes em dados (n=2) e não ameaçadas (n=15), segundo o estudo da Biodiversitas e colaboradores;
- a lista das espécies correspondentes ao Anexo II da IN 06 de 23 de Setembro de2008, inclui 178 espécies classificadas como Criticamente em Perigo , 209 Em Perigo e 667 Vulneráveis, segundo o estudo da Biodiversitas e colaboradores;
- 17 espécies consideradas ameaçadas de extinção segundo o estudo da Biodiversitas e colaboradores não figuram no Anexo I ou no Anexo II da IN 06 de 23 de Setembro de 2008;
- a lista das espécies consideradas Deficientes em Dados segundo o estudo daBiodiversitas e colaboradores soma 2.513 espécies, além das 1495 avaliadas como ameaçadas de extinção.
A decisão do Ministério do Meio ambiente não encontra respaldo nos pesquisadores. Veja abaixo os comentários de alguns pesquisadores que coordenaram o processo de revisão, baseado em critérios mundialmente aceitos e plenamente balizada no que tange ao rigor científico:
"Na minha opinião parece não existir critério para a retirada das espécies ameaçadas de extinção, porque para alguns grupos mesmos os vulneráveis constam da lista. A indignação de todos é pelo número muito alto que foram cortados da lista oficial. O trabalho árduo que foi feito pelos especialistas junto com a Fundação Biodiversitas parece ter sido em vão." Dra. Olga Yano Pesquisador Científico VI Instituto de Botânica IBT – São Paulo Coordenadora do grupo Briófitas
"No caso da Amazônia sentimos falta, por exemplo, do cipó-titica (Heteropsis spruceana Chott) que havia sido indicada como ameaçada na região porém foi retirada da lista." Msc. Dário Amaral Pesquisador Museu Paraense Emílio Goeldi Coordenador do grupo Especial para a Região Amazônica
"A lista publicada pelo MMA não reflete a situação do conhecimento científico, e excluiu muitas espécies que ocorrem em áreas com pressão antrópica acentuada!" Dr. Alexandre Salino Professor Adjunto III e Curador do herbário BHCB Universidade Federal de Minas Gerais Coordenador do grupo Pteridófitas
"A decisão do MMA de excluir da Lista da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção dois terços das espécies indicadas pela comunidade científica brasileira segundo os critérios da IUCN foi uma decisão arbitrária e inconseqüente. A extinção de algumas dessas espécies pode ter sido oficialmente decretada." Dr. João Renato Stehmann Professor Adjunto Universidade Federal de Minas Gerais Coordenador do grupo Dicotiledôneas
"A homologação de apenas 472 espécies (cerca de 32%) do número sugerido pelos especialistas botânicos consultados trata-se de um grande retrocesso e uma grande decepção para a comunidade científica. Coloquei minha credibilidade em jogo coordenando mais de 50 botânicos empenhados em usar todos os dados disponíveis para refletir a realidade desesperadora do panorama de conservação no Brasil, para depois ver nossa listagem corrompida através de um processo capcioso e extremamente letárgico, que exemplifica muito bem a situação política que o Brasil atravessa neste momento. Uma verdadeira vergonha tanto a nível nacional como internacional." Dra. Daniela Zappi Pesquisadora Royal Botanic Gardens, KEW, Grã-Bretanha Coordenadora do grupo Dicotiledôneas
"A lista foi publicada num processo político e não técnico, por pessoas que não possuem qualquer informação sobre nossa biodiversidade." Dr. Marcus Nadruz Pesquisador Titular III Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro Coordenador do grupo Monocotiledôneas/Não-comelinídeas
"O MMA ao eleger por critérios políticos as 472 espécies da flora brasileira ameaçadas, colocou também em risco de extinção toda a diversidade vegetal brasileira, e deixou claro que os conhecimentos adquiridos e acumulados pelos taxonomistas, botânicos e ecólogos vegetais servem somente para nós mesmos, indo na direção contrária de toda a comunidade científica internacional. Como coordenador, me senti profundamente ultrajado, e este deve ser o sentimento de todos que participaram da elaboração desta lista" Dr. Jimi Naoki Nakajima Professor Adjunto Universidade Federal de Uberlândia Coordenador do grupo Dicotiledôneas/Euasterideas II.

Veja Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção

Fonte: REBIA Nacional e Portal do Meio Ambiente.

RMA e Ministério do Meio Ambiente promovem semana dedicada a Mata Atlântica

Por Fabrício Ângelo, em 9/11/2008.

Entre os dias 16 e 18 de novembro, a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), juntamente com o Ministério de Meio Ambiente, realizam no Jardim Botânico do Rio de Janeiro a Semana Nacional da Mata Atlântica.
Serão três dias de debates sobre políticas públicas para a conservação e preservação do bioma. Um dos temas de destaque será a questão do clima e as ações prioritárias a serem colocadas em prática para a amenização dos efeitos das mudanças climáticas em curso.
Estarão presentes o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias Franco e a coordenadora geral da RMA, Elizete Siqueira.
Segundo a ex-coordenadora geral da RMA e membro da Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí (Apremavi) de Santa Catarina, Miriam Prochnow, a semana da Mata Atlântica tem sido um evento muito importante nos últimos anos. Em cada edição são colocados na pauta os assuntos mais atuais e que tem implicação direta com a conservação dos seus remanescentes. “A semana também sido uma oportunidade de intercâmbio entre os mais variados setores que atuam no Bioma”. Além deste intercâmbio o evento também tem sido uma oportunidade para o anúncio de medidas governamentais importantes. “Para esta edição a esperança é que se anuncie a publicação do decreto de regulamentação da Lei da Mata Atlântica e também algumas Unidades de Conservação que se encontram na Casa Civil já há algum tempo”, disse Miriam.
Mais de 70 ONGs estarão representando os 17 estados brasileiros inseridos no Bioma da Mata Atlântica. Para Tiago Sartori, diretor executivo da Associação Ambientalista Copaíba, de São Paulo, a Semana da Mata Atlântica tem grande importância como instrumento para fortalecer o movimento ambientalista em prol do bioma. “Nesses dias, a troca de experiências e conhecimentos é constante entre os representantes das ONGs de todo o país, tanto nos diálogos e reuniões oficiais quanto nos momentos informais.”
Para ele, participante pelo quarto ano consecutivo, a Semana da Mata Atlântica representou o fortalecimento da organização, “além de ser essencial para a formação de uma rede de contatos da ONG e o estabelecimento de apoio com diversas outras organizações do país”, afirmou.
Durante o lançamento do livro vermelho da fauna ameaçada, o ministro Carlos Minc ressaltou a preocupação com o bioma, alvo de grande pressão antrópica, “estaremos lançando diversos programas de proteção a Mata Atlântica durante estes dias, pois sem dúvida é o bioma mais ameaçado”, finalizou.

Mais informações e inscrições : Núcleo Mata Atlântica e Pampa – NAPMA/SBF/MMASEPN 505 – Bloco B Ed. Marie Prendi Cruz – Sala 401Brasília – DF - (61) 3105-2072. elainebastos@mma.gov.br / dilmamenezes@mma.gov.br

A RMA
A Mata Atlântica é considerada Patrimônio Nacional pela Constituição Federal. Inicialmente cobria 15% do território brasileiro. Hoje em relação à área original do bioma, restam aproximadamente 8% de remanescentes de vegetação primária. É considerado o segundo bioma mais devastado
A Rede de Organizações Não Governamentais da Mata Atlântica (RMA) foi criada em 1992 durante a Rio – 92 por 46 ONGS. Hoje são mais de 300 filiadas nos 17 estados onde o bioma está presente. A instituição tem como objetivo a defesa, preservação, conservação e recuperação da Mata Atlântica através da promoção de intercâmbio de informações de mobilização, da ação política coordenada e do apoio mútuo entre as instituições.

PROGRAMAÇÃO SEMANA DA MATA ATLÂNTICA:

16/11 – Assembléia RMA

09h00 – Assembléia Geral RMA (só para filiadas)
12h00 – Almoço
13h00 – Mini – curso da captação de recursos
16h00 – Encerramento
17/11 – Encontro Nacional da Mata Atlântica
09h00 – Abertura do Encontro Nacional da Mata Atlântica* Ministro Carlos Minc, com presença de autoridades do governo federal, estadual e representantes da sociedade civil.
10h00 – Mesa 1: Conjuntura atual e ações para a Mata Atlântica* Lei da Mata Atlântica e ações do governo federal para a Mata AtlânticaCom Maria Cecília Wey de Brito, secretária SBF/MMA e Elizete Sherring Siqueira, Rede de Ongs da Mata Atlântica
* Políticas e ações do estado do Rio de Janeiro para a Mata AtlânticaCom André Ilha, presidente IEF/RJ
* Políticas e ações do ICMBio para a Mata AtlânticaCom Rômulo Mello, presidente
12h30 – Intervalo para almoço
14h00 – Mesa 2 – Gestão territorial de áreas protegidas* Unidades de conservação , corredores e mosaicos na Mata Atlântica, Reservas da BiosferaCom João de Deus Medeiros, Diretor DAP/SBF , Luis Paulo Pinto, Diretor PMA/CI e Clayton Ferreira Lino, RBMA.
15h30 – Intervalo
16h00 – Mesa 3 – Projetos Demonstrativos da Sociedade Civil* PDA – Resultados e liçõesCom o Coordenador do PDA/PPG7/MMA
18/11 – Seminário sobre o Programa Mata Atlântica
09h00 – Apresentação da programação do dia
09h15 – Abertura oficial do seminárioCom Maria Cecília Wey de Brito, secretária SBF/MMA
09h30 – Apresentação da proposta “ Programa Mata Atlântica”Com Bráulio Dias, DCBIOS/SBF/MMA e João de Deus Medeiros, DAP/SBF/MMA
10h30 – Intervalo
10h45 – Apresentações das ações de parceria no Programa Mata Atlântica
13h00 – Intervalo para almoço
14h30 – Trabalho em grupos regionais
16h00 – Intervalo
16h30 – Apresentação dos trabalhos dos grupos
17h00 – Próximos passos
17h30 – Encerramento do seminário

Fonte: Ascom RMA.

sábado, 8 de novembro de 2008

Disque-Pneu faz coleta de pneu usado para reciclagem

Uma iniciativa da SEA e da Rio Coop 2000 (Cooperativa de Coleta Seletiva e Reciclagem), o Estado do Rio de Janeiro deu partida em um programa de reciclagem de pneus usados. Lançado em novembro de 2007, com apoio dos postos da BR Distribuidora, o Disque-Pneu serve não só para limpar o meio ambiente, mas também para combater um dos grandes criadouros do mosquito transmissor da dengue.
O descarte inadequado de pneus usados é prejudicial ao meio ambiente. Além de foco de doenças, os pneus entopem cursos de água, provocando enchentes, e quando queimados – prática comum na Zona Oeste da capital e na Baixada Fluminense –, aumentam a poluição atmosférica.
Recolhidos pela Rio Coop 2000, os pneus têm agora como destino a reciclagem, dando origem, dentre outros usos, a solas de sapatos, dutos de águas pluviais, tapetes para automóveis, pisos industriais e asfalto-borracha, que é mais resistente, flexível e absorve melhor a poluição sonora provocada pelo tráfego de veículos.
Um caminhão da Rio Coop 2000 percorre o Rio de Janeiro fazendo a coleta de pneus usados em pontos previamente agendados. Basta ligar para o Disque-Pneu, no telefone (21) 2573-4412 e 3105-7703.

Participe dessa ação de cidadania e conscientização!


Fonte: Superintendência de Qualidade Ambiental

Tecnologia ganhou prêmio da Agência Ambiental dos Estados Unidos

Por Francine Mendonça
A compra, o armazenamento, o uso e a disposição final dos resíduos gerados pelo processo de manufatura podem gerar muitos problemas para as empresas. Estes incluem aspectos financeiros, assim como também emissões associadas à qualidade ambiental, à saúde e à segurança dos trabalhadores. A prevenção da poluição é obtida quando são tomadas medidas para reduzir os resíduos gerados pelo processo industrial. A instalação de um catalisador de cobre e cromo em fábricas da Texas Instrument Incorporated (TI) reduziu as emissões de óxidos de nitrogênio e melhorou o desempenho dos componentes orgânicos voláteis (VOC). Esses componentes contêm vários carbonos, como os hidrocarburos (que têm átomos de carvão e oxigênio), incluindo o benzeno e o tolueno e os oxigenados, que contêm carvão, hidrogênio e oxigênio, e provêm dos tubos de escape dos automóveis e de reações químicas atmosféricas. Por conta desta tecnologia inovadora, a Texas Instruments foi uma das 11 indicadas ao Prêmio Anual outorgado pela EPA, devido ao seu compromisso em desenvolver e melhorar a qualidade do ar e a redução dos gases que causam o efeito estufa. Os prêmios entregados em Washington abrangem quatro categorias: tecnologia de ar limpo, ação na comunidade, educação e inovações em políticas reguladoras. A Texas Instruments e a Matros Technologies Inc., (MT) foram reconhecidas por sua inovadora tecnologia de purificação do ar desenvolvida em conjunto, que inicialmente colaborou para a redução de emissões de três das fábricas de semicondutores da Texas. Como resultado desta parceria para pesquisa e desenvolvimento, as companhias descobriram importantes benefícios para o meio ambiente. A gasolina e o gás natural são feitos de químicos orgânicos e combustão, por isso são as maiores fontes de componentes orgânicos voláteis no mundo. Estes são emitidos em uma ampla gama de materiais de construção e móveis, equipamentos de oficina, além de materiais como a cola e os marcadores. Todos esses componentes desprendem VOC ao serem usadas e também quando são armazenadas. O catalisador opera usando 50 a 60% menos de combustível e gera, aproximadamente, 40% menos de óxidos de nitrogênio. Além disso, dada a natureza dos catalisadores, a eficiência pode ser mantida por mais tempo, melhorando a recuperação da energia e reduzindo a necessidade de manutenção. Os prêmios pela excelência em ar limpo reconhecem os inovadores esforços em conseguir em ar mais puro. Estes prêmios foram instaurados em 2000 por recomendação do Comitê Assessor em Ações para um Ar Limpo (Clean Air Act Advisory Committee -CAAAC), um grupo que recomenda políticas ambientais e assessora a EPA na implementação de iniciativas para conseguir um ar livre de poluição. Para ter acesso à lista completa dos ganhadores deste prêmio visite: www.epa.gov/air/caaac/recipients.html.

Estudos comprovam impactos de compostos químicos sobre animais

Por Yara Maria Rauh Muller e Evelise Maria Nazari (Em 06/11/2008)

"Não temos dúvidas sobre as vantagens de utilizar aparelhos de ar condicionado, geladeiras, automóveis ou até mesmo um simples copo plástico. No entanto, tais benefícios podem estar vinculados a uma série de problemas ambientais que trazem sérias conseqüências para a saúde humana e para a manutenção dos ecossistemas".
O alerta é resultado do trabalho conjunto de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) para estudo do impacto da radiação radiação ultravioleta B (UVB) e do bisfenol A em crustáceos.

Modelos animais

Na FURG, o efeito do bisfenol A tem sido avaliado no desenvolvimento de larvas de caranguejos pelo professor Pablo Elias Martinez, que trabalha em colaboração com a UFRJ. "Freqüentemente, os mamíferos são os modelos de estudo nessas investigações, devido a sua maior semelhança com os seres humanos.
No entanto, muitos dos efeitos desses compostos químicos podem ser melhor avaliados em outros grupos, como nos crustáceos, cujos sistemas orgânicos são estruturalmente menos complexos e ao mesmo tempo mantém um caráter conservativo de muitos mecanismos celulares e moleculares", explicam os pesquisadores.
De acordo com o grupo, esses animais habitam ambientes variados, como o terrestre, de água doce e salgada, além de suportar condições extremas de temperatura, o que os credencia como bons modelos de estudo, tanto em ambientes naturais, como em laboratório.
"Os crustáceos são um excelente modelo animal em pesquisas que investigam os efeitos de fatores ambientais sobre os organismos animais e suas conseqüências para o meio ambiente", destacam os professores. Os resultados, publicados em revistas científicas e apresentados em congressos, ressaltam a relevância da pesquisa, que evidencia em análises celulares e moleculares os efeitos deletérios dos clorofluorocarbonos e do bisfenol A.

Radiação ultravioleta B (UVB)

A radiação UVB, que não atinge naturalmente a superfície terrestre, vem sendo intensificada pela destruição da camada de ozônio por substâncias como os clorofluorocarbonos - compostos químicos liberados durante a utilização de sistemas de condicionamento de ar, compressores de geladeiras e alguns tipos de sprays.
Estas substâncias comprometem a função primordial da camada de ozônio, que é reter a passagem de alguns comprimentos de onda da radiação solar, entre elas a radiação ultravioleta B (UVB).

Bisfenol A

O bisfenol A faz parte da constituição de copos plásticos descartáveis e garrafas pet. Está também presente no revestimento de latas de conservas, de refrigerantes, de cervejas e até mesmo em mamadeiras.
Quando estes recipientes são aquecidos ou expostos a mudanças de pH, liberam o bisfenol A, que mimetiza ação de hormônios estrógenos, podendo provocar alterações hormonais capazes de comprometer órgãos como o cérebro, a próstata e as glândulas mamárias, ou provocar distúrbios durante a puberdade.

Marcadores moleculares

As pesquisas agora divulgadas evidenciam os efeitos da radiação UVB e do bisfenol A em camarões e caranguejos.
Os estudos são realizados através de metodologias que utilizam marcadores moleculares em diferentes tipos de células do sistema nervoso e visual destes crustáceos, especialmente células gliais, que com os neurônios participam das funções do sistema nervoso.
"Resultados obtidos no sistema visual de caranguejos adultos após a exposição à radiação ultravioleta mostram alterações nos fotorreceptores compatíveis com as alterações típicas de morte celular", descrevem as professoras Silvana Allodi, Nádia Miguel e a bióloga Inês Wajsenzon, da UFRJ.
De acordo com as pesquisadoras, algumas substâncias celulares que são ativadas e que podem causar morte celular foram avaliadas e o grupo agora pretende verificar se as células têm competência para ativar seus mecanismos de defesa e recuperar suas funções.

Alterações celulares e moleculares

Além de indivíduos adultos, são estudados ovos de crustáceos, em experimentos que simulam a incidência da radiação UVB nos ambientes naturais. Os resultados obtidos na UFSC e UFRJ (estudos desenvolvidos pelas professores Yara M. R. Müller, Dib Ammar, Evelise Nazari e Silvana Allodi) evidenciam alterações celulares e moleculares produzidas pela radiação no desenvolvimento embrionário de camarões de água doce.
"Interessante também é notar que na natureza foram coletados animais que apresentavam alterações similares ao observado após exposição à radiação no laboratório, o que sugere que a dinâmica dos ecossistemas já esteja sendo afetada pelas condições atuais de radiação solar", avaliam as equipes.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=estudos-comprovam-impactos-de-compostos-quimicos-sobre-animais&id=010125081106

sábado, 1 de novembro de 2008

A história das coisas (documentário) ... De onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos?

Assisti a uma palestra e nos pediram que assistíssemos um documentário chamado “A história das coisas”, achei muito interessante e estou repassando.
Este documentário feito pela ativista Annie Leonard, chamado “The Story of Stuff”, vem rodando o mundo, levando as pessoas a pensarem e refletir sobre a sociedade em que vivemos, de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos e até quando vai existir matéria-prima.
A História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto e detalhado, que busca explicar como funciona nosso sistema de padrões de consumo, da extração e produção até a venda, consumo e descarte, e como os produtos afetam a nossa vida e nosso planeta. Assim, revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável.
Este documentário foi dublado para o português, por um projeto coletivo da comunidade de Permacultura do Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=111403) em julho deste ano, a fim de poder alcançar um maior número de pessoas no nosso país.
Veja o vídeo dublado:

Assistam ! (...) reflitam ! (...) e divulguem!

Fonte para download do documentário:
http://www.sununga.com.br/HDC/?topico=display